Maias x 2012 - As cozinhas e suas características - Culinária Mexicana

2012 é um ano fortemente interligado as tradições e crenças Maia. E isso me inspirou em nosso primeiro post do ano!

A civilização maia divide muitas características com outras civilizações da Mesoamérica, devido ao alto grau de interação e difusão cultural que caracteriza a região.
A influência dos maias pode ser detectada em países como Honduras,Guatemala, El Salvador e na região central do México, a mais de 1000 km da área maia.
Muitas influências externas são encontrados na arte e arquitetura Maia, o que acredita-se ser resultado do intercâmbio comercial e cultural, em vez de conquista externa direta. Os povos maias nunca desapareceram, nem na época do declínio no período clássico, nem com a chegada dos conquistadores espanhóis e a subsequente colonização espanhola das Américas.
Hoje, os maias e seus descendentes formam populações consideráveis em toda a área antiga maia e mantém um conjunto distinto de tradições e crenças que são o resultado da fusão das ideologias pré-colombianas e pós-conquista (e estruturado pela aprovação quase total do catolicismo romano). 







Vamos falar do México, com uma população fortemente influenciada por toda esta maravilhosa cultura!




Os espanhóis desembarcaram provisões exóticas que foram assimiladas ao paladar e às técnicas culinárias indígenas.
Trouxeram as hortaliças, canela, azeite, cebola branca, vinho, farinha, trigo, açúcar e o porco que foi responsável pela introdução da fritura nesta singular gastronomia ensinando também aos nativos escravizados a fritar na gordura suína nas casas dos espanhóis, onde também tomaram gosto pelo feitio dos molhos e doces.
Por outro lado, a colônia surpreendeu o paladar europeu com as nuances picantes dos chilis. Os espanhóis aprenderam a temperar o seu arroz, novidade na América, com suas pimentas e com doces e suculentos tomates.
Os astecas levavam à mesa o milho, o cacau, amendoins, tomates, abóbora, ananás (espécie de abacaxi), entre muitos outros frutos.
A mestiçagem gastronômica teria, inevitavelmente, que ocorrer.

Estamos falando da gastronomia e cultura mexicanas!
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Há muito que a cozinha mexicana pulou fronteiras com seus pratos variados, plenos de sabor e requinte. A culinária mexicana é resultante da influência cultural de nações indígenas milenares, como os maias e os astecas, aliada a novos ingredientes e técnicas trazidas pelo colonizador europeu no século XV. O México possui importantes requisitos que fazem de sua gastronomia uma das cinco culinárias mais famosas do mundo. Itens como uma cozinha saborosa, uma rica etnologia, caráter religioso, criatividade e criações que vão das entradas a iguarias da confeitaria, padaria e doceria.

A gastronomia se rendeu a ingredientes que impactaram o mundo inteiro. Alguns exemplos são o milho, chiles, variedades de feijões, os amendoins, avocado, abacate, a batata doce, as abobrinhas, o tomate e o ainda pouco conhecido e altamente nutritivo “amaranto”. Frutas como papaia, abacate e abacaxi. O chile, o chocolate e a baunilha modificaram por completo o sabor dos alimentos no Mundo inteiro.

Imagine como seria um caril indiano sem os chilles (pimentas), ou um goulash húngaro sem páprica. Em algumas partes de África as pessoas podem não ter carne para comer, mas nunca podem faltar as malaguetas picantes. Imagine a comida italiana sem a contribuição mexicana: simplesmente não haveria pizzas, nem espaguete sem molho de tomate, nem polenta sem milho, nem minestrone, sem feijões. E também não existiriam o gaspacho espanhol, o bolo de chocolate alemão, os chocolates suíços, o peru americano ou as empadas de abóbora.




A verdadeira alvorada da cozinha mexicana começou quando os “conquistadores” espanhóis permitiram aos índios subjugados que criassem alguns frangos, galinhas, porcos, cabritos, vacas e carneiros. O porco foi o preferido tendo todas as suas partes consumidas.

No começo os espanhóis somente cozinhavam suas próprias receitas, mas depois as cozinheiras indígenas ampliaram seus horizontes gastronômicos, e as duas culturas começaram a se fundir: Os pratos de "masa" (massa de milho) e os chiles enriqueceram as mesas dos espanhóis enquanto os ovos, a carne, os queijos e os cítricos foram rapidamente assimilados pelos indígenas e mestiços.

Ao redor de 1970 a inglesa Diana Kennedy surpreendeu ao mundo gastronômico com seus livros sobre a gastronomia mexicana, mostrando como os mexicanos utilizavam ingredientes tão exóticos como a flor de abobrinha para criar guisados semelhantes aos dos Aztecas. Mostrou que a comida mexicana não se limitava somente a comida rápida dos restaurantes, mas revelava-se diferente, variada, criativa e de excelentes sabores.



Shirley Santos é Consultora de Marketing Empresarial e Gastronômico pela M.PMG/H (http://mpmgh-marketnews.blogspot.com)

Gestora Gastronômica, Palestrante, Professora, Orientadora empresarial & Coach, Escritora, Colunista Jornalística e Blogueira (http://gestaonahospitalidade.blogspot.com).

Gestora Gastronômica do buffet Paixões da Chef - Atelier Gastronômico (http://paixoesdachef.blogspot.com)

Uma das 10 Super Chefs da edição 2011, do programa "Mais Você", na Rede Globo

e-mail:shirleysantos88@hotmail.com

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