Curiosidades Gastronômicas: A origem do Bolo de Rolo


A origem do "Bolo de Rolo"


Ele é uma das mais apreciadas iguarias da culinária de Pernambuco e já ganhou mundo.
Sua massa finíssima, sempre molhadinha, com o aspecto refinado o distingue dos rocamboles. Seu parente próximo, de onde surge sua adaptação, é do 'Colchão de Noiva' português.

A Corte Portuguesa ao se instalar no que hoje denominamos de “Brasil”, pois naquela época ainda era “Ilha de Vera Cruz”, por necessidades e falta de oferta de produtos das receitas portuguesas originais, teve que adaptar costumes e ingredientes que não estavam habituadas a usar onde conhecem, dentre outros, a goiaba.

Assim nasce no Nordeste o Bolo de Rolo, a partir de adaptação do "colchão de noiva" português, trocando na receita original o seu recheio de amêndoas por um de goiaba em calda cremosa.
E passou-se a enrolar esse bolo em camadas cada vez mais finas. Como um rolo.
O nome vem daí.

A receita é a mesma, em todos os estados nordestinos, mas o de Pernambuco é diferente de todos os outros, pela maneira de fazer.
Sobretudo pela delicadeza no jeito de enrolar as camadas suas lâminas.


Shirley Santos é Gestora Gastronômica de Shirley Santos - Soluções em Eventos & Atelier Gastronômico (http://shirleysantosateliergastronomico.blogspot.com).
Consultora de Marketing Empresarial e Gastronômico pela M.PMG/H (http://mpmgh-marketnews.blogspot.com)
Palestrante, Professora, Orientadora empresarial & Coach, Escritora, Colunista Jornalística e Blogueira (http://gestaonahospitalidade.blogspot.com).

Uma das 10 Super Chefs da edição 2011, do programa "Mais Você", na Rede Globo
e-mail:shirleysantos88@hotmail.com

Receitas Super Chef: Bolo de Rolo


Bolo de Rolo






Ingredientes: 

250g de manteiga 
Açúcar granulado o quanto baste 
Água, conhaque ou vinho branco para derreter a goiabada 
½ lata de goiabada (bem macia) ou 300g de goiabada já cremosa 
6 ovos 
250g de farinha de trigo 
210g de açúcar 

Modo de preparo: 

Bata o açúcar juntamente com a manteiga até obter um creme bem claro. Acrescente os ovos, um a um, (gemas sem as peles) sempre batendo a cada adição. 
Retire da batedeira e com uma espátula de silicone (pão duro) envolva a farinha de trigo previamente peneirada, combinando tudo delicadamente para obter uma massa leve. 
Triture a goiabada e derreta-a com a água ou bebida de sua preferência. Reserve em lugar aquecido. 
Unte com manteiga e polvilhe de farinha de trigo três assadeiras. 
Distribua uniformemente em cada assadeira, seis colheres da massa (uma em cada conto e duas no meio), tomando como medida a colher de servir arroz. A camada de massa deve ficar bem fina. 
Leve ao forno pré-aquecido, uma assadeira por vez, por mais ou menos 10 minutos. A massa não deve ficar corada. 
Toque com o dedo e se estiver firme retire do forno e vire sobre um guardanapo polvilhado com o açúcar cristal. 
Distribua uma parte da goiabada derretida sobre o bolo e com o auxílio do guardanapo, enrole pela largura como um rocambole bem apertadinho. Reserve. Proceda da mesma forma com a 2ª assadeira. Depois de retirar do forno, vire sobre o guardanapo e recorte as beiradas, espalhe a goiabada, encoste o começo do bolo onde termina o 1ª rocambole e enrole, um por cima do outro. 
Repita a operação até terminar a massa usando as mesmas assadeiras, lavadas e untadas novamente (rende umas cinco a seis assadeiras). Quando colocar a última camada, enrole no guardanapo e deixe reservado por cerca de umas duas horas ou até o bolo ficar completamente frio. 
Transfira para um prato de serviço, polvilhe mais açúcar e sirva cortando em fatias. 
Delicioso acompanhado por sorvete de Vanille! 

Uma produtiva e iluminada semana para você. 
Sorte, saúde e sucesso, sempre. Até breve!




Shirley Santos é Gestora Gastronômica de Shirley Santos - Soluções em Eventos & Atelier Gastronômico (http://shirleysantosateliergastronomico.blogspot.com).
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Receitas Super Chef: Torta Especial Dia das Mães!

Queridos leitores e leitoras!

Para esta semana nada de receitas complicadas, cheia de detalhes e demoradas porque, afinal, quanto mais tempo tivermos para ficar bem juntinho dela, melhor. É Dia das Mães, uma data cheia de histórias e cultura, recheada de muito carinho e união. Então resolvemos preparar esta prática e bela receita para que você faça nesta especial data e se delicie junto a família, ainda com mais um detalhe: é sem glúten!





Torta Especial de Frango e Variedades


Ingredientes - massa:


3 ovos inteiros
1 xícara (chá) de água mineral sem gás
½ xícara (chá) de óleo de canola
1 xícara (chá) de creme de arroz ou farinha de arroz
1 colher (sopa) de maisena
1 colher (sopa) de fermento biológico
1 colher (café) de sal marinho

Ingredientes - recheio:


400g de peito de frango cozido e desfiado
100g de palmito bem picadinho
100g de ervilhas em lata
100g de milho verde em lata
Cheiro verde bem picadinho
50g de queijo parmesão ralado no momento de utilização



Modo de fazer – massa e recheio:

Coloque todos os ingredientes no liquidificar e bata até um resultado homogêneo. Unte uma forma com margarina polvilhe farinha de arroz. Disponha metade da massa na forma, e na seqüência disponha em camadas o frango, palmito, ervilhas, milho e cheiro verde, terminando com a outra metade da massa. Leve ao forno médio até dourar.

Um Feliz Dia das Mães para todos, uma semana muito produtiva e alegre, e até a próxima edição!
Shirley Santos é Gestora Gastronômica e diretora do Buffet Shirley Santos - Atelier Gastronômico
Consultora de Marketing Empresarial e Gastronômico da
Marketnews Planejamento e Marketing Gastronômico (M/PMG.H),
Escritora e Blogueira
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Curiosidades das Datas Festivas - Dia do Trabalhador


O Dia do Trabalhador é celebrado anualmente no dia 1º de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado no Brasil, em Portugal assim como em muitos outros países. No Brasil também chamado Dia do Trabalho.

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA . No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiram que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.



Dia do Trabalhador no mundo

Alguns países celebram o Dia do Trabalhador em datas diferentes de 1 de Maio:

Austrália: A data de celebração varia de acordo com a região: 4 de Março na Austrália Ocidental, 11 de Março no estado de Vitória, 6 de Maio em Queensland e Território do Norte e 7 de Outubro em Canberra, Nova Gales do Sul (Sydney) e na Austrália Meridional.


Estados Unidos da América: Celebram o Labor Day na primeira segunda-feira de Setembro



Dia do Trabalhador no Brasil

Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituíssem um grupo político muito forte, dada a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.
Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PTB realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria.
Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo.



Dia do Trabalhador na Bahia

A comemoração do dia do trabalhador foi proibida na Bahia até 1980, tendo sido até então o único estado brasileiro que não comemorava essa data. Os baianos estavam proibidos de celebrar o 1º de Maio em virtude da natureza contraditória dessa data, onde justamente no dia em que os baianos se dedicariam ao trabalho é feriado. No entanto, houveram tantas manifestações de apoio, que foi impossível a polícia conter a massa de milhões que seguiam atrás de diversos carros de trio elétrico. Diante do movimento organizado, o então governador, Antônio Carlos Magalhães promulgou a data como o dia do descanso em todo o estado da Bahia.





Dia do Trabalhador em Portugal

1º de Maio na cidade do Porto

Em Portugal, só a partir de Maio de 1974 (o ano da revolução do 25 de Abril) é que se voltou a comemorar livremente o Primeiro de Maio e este passou a ser feriado. Durante a ditadura do Estado Novo, a comemoração deste dia era reprimida pela polícia. O Dia Mundial dos Trabalhadores é comemorado por todo o país, sobretudo com manifestações, comícios e festas de caráter reivindicativo, promovidas pela central sindical CGTP-Intersindical (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical) nas principais cidades de Lisboa e Porto, assim como pela central sindical UGT (União Geral dos Trabalhadores). No Algarve, é costume a população fazer pic-nics e são organizadas algumas festas na região.



Dia do Trabalhador em Moçambique

Durante o período colonial (até 1975), os moçambicanos estavam proibidos de celebrar o 1º de Maio em virtude da natureza repressiva do regime colonial português. No entanto, houve manifestações de trabalhadores moçambicanos, em particular em Lourenço Marques (atual Maputo), contra o modo de relações laborais existente naquele período.
Após a Independência Nacional, o Dia do Trabalhador é celebrado anualmente, e com o passar dos anos, com as reformas políticas, econômicas e sociais que o país sofreu a partir de finais da década de 80, registrou-se um crescimento do movimento sindical em Moçambique. A primeira instituição sindical no país foi a Organização dos Trabalhadores Moçambicanos (OTM), que veio depois a impulsionar o surgimento de novos movimentos sindicais, cada vez mais específicos de acordo com os sectores de atividade.

Receitas Super Chef: Paella Valenciana

Olá leitores e leitoras!

Que tal darmos uma passadinha logo ali, na Espanha, esta semana?
A paella, para quem não sabe, é um prato à base de arroz, típico da gastronomia popular espanhola, oriunda da região de Valência e data dos idos dos séculos XV e XVI, segundo registros da época. 

O mesmo prato em Portugal é nomeado por Arroz à Valenciana, por este motivo. Surgiu das mãos dos camponeses que partiam para o campo com a paellera ou paella, arroz, azeite e sal e agregavam ingredientes da caça, legumes da estação e as sobras que possuíam. 
O tomate só foi acrescentado posteriormente, trazido da América por Cristóvão Colombo, e o frango, que era muito caro para os padrões da época. 


Gastronomia também é cultura, antes de ser um belo e saboroso prato! Vamos a receita:





Paella Valenciana



Ingredientes:


10 colheres (sopa) de azeite extra-virgem
10 dentes de alho fresco, grandes e picadinhos
1 cebola grande bem picadinha
1/2 kg de peito de frango picado em cubos médios
500g de lula fresca e limpa, cortada em anéis
500g de polvo
500kg de mexilhão sem casca
10 mexilhões grandes e com casca
1/2 kg de camarão médio sem cascas
06 camarões rosa médios
06 camarões-pistola grandes
06 lagostins para decorar o prato
1/2 kg de arroz parboilizado
1 litro de água
1 pitada de pimenta do reino ralada no momento de uso
3 tomates vermelhos, sem pele, picados
1 pimentão pequeno, de cada categoria, cortado em tiras: amarelo, verde e vermelho
1 colher (café) bem rasinha de Açafrão
1 litro de caldo de frutos do mar (receita abaixo)
Sal a gosto
1 folha de louro (opcional)
1 cálice de vinho branco
Cheiro verde picadinho
Fatias de limão (opcional)

Modo de fazer:

Cozinhe o mexilhão sem casca, mexilhão com casca, camarões rosa, lagostins e o polvo por uns 10min, e reserve-os junto com a água do cozimento que resulta no caldo de frutos do mar. Já na panela que irá servir a paella, doure a cebola e alho no azeite e coloque os cubos de frango cru e não temperado. Adicione a lula, polvo já cozido, mexilhões sem casca, sal, pimenta-do-reino e refogue. Acrescente o arroz, a água, camarões médios sem casca, tomates, pimentões, misture tudo e deixe cozinhar. Quando estiver quase seco, acrescente o açafrão, vinho branco e o caldo de frutos do mar, mexa, tampe a panela e deixe continuar o cozimento. A parte grelhe os camarões-pistola para a decoração da paella. Quando a paella estiver quase seca, disponha os lagostins, camarões-pistola grelhados, e os mexilhões cozidos dentro da casca. Regue com um fio de azeite, pulverize a cheiro verde e agora é só se deliciar com esta maravilha de prato completo! Bom apetite!


Uma semana de muita sorte, saúde, sol e sucesso para todos vocês e até a próxima edição!





Shirley Santos é Gestora Gastronômica e diretora do Buffet Shirley Santos - Atelier Gastronômico
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Receitas Super Chef: Fagioli

Feijão Branco de Garrafa





Olá leitores e leitoras,


A deliciosa receita da semana nasce na cozinha dos camponeses da Toscana e é cheia de tradicionalismo e história. Seu nome original é Fagioli e significa feijões-brancos, em italiano. 
Sua forma de preparo é muito diferente da forma que conhecemos e é justamente isso que empresta o grande charme desta receita. Saboreiem!


Ingredientes:

500g de feijão branco
250g de salsicha branca e/ou lingüiça calabresa defumada frita e em cubinhos (opcional)
50g de cubinhos de bacon tostadas
1 tomate grande em pequeninos cubinhos
5 folhinhas de sálvia
1 ramo de cheiro verde
1 cebola grande ralada
3 folhas de louro
5 dentes de alho macerado
1 colher (sobremesa) de sal
1 colher (café) de pimenta branca moída na hora de uso
1 pimenta vermelha picadinha
3 colheres (sopa) de azeite de oliva
Água mineral sem gás
1 garrafão de 5 litros de vinho, vazio, limpo e esterilizado


Modo de Preparo:

Lave os feijões e coloque-os de molho por 15h, pelo menos. Escorra-os e reserve. Divida os ingredientes em duas porções e disponha os ingredientes dentro da garrafa da seguinte forma: feijão, salsicha (caso deseje um resultado mais light) ou lingüiça calabresa (ou, se preferir, ambos ingredientes), bacon, tomate, sálvia, cheiro verde, cebola, louro, alho. Misture o sal, pimenta branca e pimenta vermelha e insira na seqüência. Repita as camadas nesta ordem e termine com uma camada de feijão e regue com o azeite. Complete a garrafa com água mineral até o dobro da altura dos ingredientes. Forre o fundo de uma panela grande e alta com um pano dobrado em 4 partes, coloque o garrafão por cima do pano e no centro da anela, e encha a panela com água até que a mesma passe do limite da água que está dentro do garrafão. Cozinhe em forno a lenha, ou braseiro por 8h a 10h, ou mesmo no fogão a gás em chama baixa após a água levantar fervura por umas 5h a 6h. 

O resultado deste processo é um feijão saboroso, macio e aveludado mantendo-se firmes e inteiros.




Radiantes dias em sua vida! 


Semana que vem voltamos com mais deliciosas criações desenvolvidas carinhosamente para você!





Shirley Santos é Gestora Gastronômica e diretora do Buffet Shirley Santos - Atelier Gastronômico
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Cultura e Curiosidades: O Real significado da Páscoa

O Real significado da Páscoa



A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seu corpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão às igrejas e participam de cerimônias religiosas.
Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica.

É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a "passagem" de Cristo, da morte para a vida.



No português, como em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.




O verdadeiro sentido da Páscoa

A festa da Páscoa



Para entendermos a Páscoa cristã, vamos, sinteticamente, buscar sua origem na festa judaica de mesmo nome. O ritual da Páscoa judaica é apresentado no livro do Êxodo (Ex 12.1-28). Por essa festa, a mais importante do calendário judaico, o povo celebra o fato histórico de sua libertação da escravidão do Egito acontecido há 3.275 anos, cujo protagonista principal desse evento foi Moisés no comando de seu povo pelo mar vermelho e deserto do Sinai.

O evento ÊXODO/SINAI compreende a libertação do Egito, a caminhada pelo deserto e a aliança no monte Sinai (sintetizado nos dez mandamentos dado a Moisés).

De evento histórico se torna evento de fé. A passagem do mar vermelho foi lembrada como Páscoa e ficou como um marco na história do povo hebreu. Nos anos seguintes ela sempre foi comemorada com um rito todo particular.
Todo ano, na noite de lua cheia de primavera, os hebreus celebravam a Páscoa, com o sacrifício de cordeiro e o uso dos pães ázimos (sem fermentos - VEJA RECEITA AQUI NO BLOG), conforme a ordem recebida por Moisés (Ex 12.21.26-27; Dt 12.42). Era uma vigília para lembrar a saída do Egito (forma pela qual tal fato era passado de geração em geração – Ex 12.42; 13.2-8).

Essa celebração ganhou também dimensão futura com o passar do tempo. E quando novamente dominados por estrangeiros, celebravam a Páscoa lembrando o passado, mas pensando no futuro, com esperança de uma nova libertação, última e definitiva, quando toda escravidão seria vencida, e haveria o começo de um mundo novo há muito tempo prometido.

A celebração da Páscoa reunia três realidades distintas:

uma realidade do passado: o acontecimento histórico da libertação do Egito quando Israel tornou-se o povo de Deus;

uma realidade do presente: a memória ritual (=celebração) do fato passado levava o israelita a ter consciência de ser um ‘libertado’ de Javé (=Deus), não somente os antepassados, mas o sujeito de hoje (Dt 5.4);

uma realidade futura: a libertação do Egito era símbolo de uma futura e definitiva libertação do povo de toda a escravidão. Libertação esta que seria a nova Páscoa, marcando o fim de uma situação de pecado e o começo de uma nova era.

Jesus oferecendo seu corpo e sangue assume o duplo sentido da páscoa judaica: sentido de libertação e de aliança. E ao celebrar a Páscoa (Mt 26,1-2.17-20), Ele institui a NOVA PÁSCOA, a Páscoa da libertação total do mal, do pecado e da morte numa aliança de amor de Deus com a humanidade.
A nova Páscoa não era uma libertação política do poder dos romanos, como os judeus esperavam. Poucos entenderam que o Reino de Deus transcende o aspecto político, histórico e geográfico.

Hoje, ao celebrarmos a Páscoa, não o fazemos com sacrifício do cordeiro e alimentando-nos com pães sem fermento, pois Cristo se deu em sacrifício uma vez por todas (Jo 1.29; 1Cor 5.7; Ef 5.2; Hb 5.9), como cordeiro pascal, como prova e para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime.

Os símbolos da Páscoa

Nas últimas cinco décadas a humanidade se transformou. O capitalismo tomou conta do mundo e transformou tudo (ou quase tudo) em fonte de capital, de lucro, de consumo. Assim as festas - grande parte de caráter religioso - se tornaram ocasião de um consumo maior. Entre elas temos o Natal, Páscoa, dia das mães, dia dos pais e até o dia das crianças.

Com a profanização, esses eventos perderam seus sentidos originais, humanos, familiares e religiosos. E hoje a riqueza simbólica das celebrações muitas vezes não passa de coisas engraçadas, incomuns e sem sentido.
É importante se resgatar um pouco o sentido das coisas, das festas e celebrações e, simultaneamente, refletir sobre o sentido da vida humana.


Os ovos de páscoa
Na antigüidade os egípcios e persas costumavam tingir ovos com cores da primavera e presentear os amigos. Para os povos antigos o ovo simbolizava o nascimento. Por isso, os persas acreditavam que a Terra nascera de um ovo gigante.

Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. Nos países da Europa costumava-se escrever mensagens e datas nos ovos e doá-los aos amigos. Em outros, como na Alemanha, o costume era presentear as crianças. Na Armênia decoravam ovos ocos com figuras de Jesus, Nossa Senhora e outras figuras religiosas.

Os ovos não eram comestíveis, como se conhece hoje. Era mais um presente original simbolizando a ressurreição como início de uma vida nova. A própria natureza, nestes países, renascia florida e verdejante após um rigoroso inverno.
Em alguns lugares as crianças montam seus próprios ninhos e acreditam que o coelhinho da Páscoa coloca seus ovinhos. Em outros, as crianças procuram os ovinhos escondidos pela casa, como acontece nos Estados Unidos.

Antigamente havia o costume era enfeitar e pintar ovos de galinha, sem gema e clara, e recheá-los com amendoim revestido com açúcar e chocolate. Os ovos de Páscoa, como conhecemos hoje (de chocolate), era produto caro e pouco abundante.

De qualquer forma o ovo em si simboliza a vida imanente, oculta, misteriosa que está por desabrochar.

A Páscoa é a festa magna da cristandade e por ela celebramos a ressurreição de Jesus, sua vitória, sua morte e a desesperança (Rm 6.9). É a festa da nova vida, a vida em Cristo ressuscitado. Por Cristo somos participantes dessa nova vida (Rm 6.5).


O chocolate
Essa história tem seu início com as civilizações dos Maias e Astecas, que consideravam o chocolate como algo sagrado, tal qual o ouro. Os astecas usavam-no como moeda.
Na Europa aparece a partir do século XVI, tornando-se popular rapidamente. Era uma mistura de sementes de cacau torradas e trituradas, depois juntada com água, mel e farinha. O chocolate, na história, foi consumido como bebida. Era considerado como alimento afrodisíaco e dava vigor. Por isso, era reservado, em muitos lugares, aos governantes e soldados. Os bombons e ovos, como conhecemos, surgem no século XX.

Os coelhos

A tradição do coelho da Páscoa foi trazida para as Américas pelos imigrantes alemães em meados do século 18. O coelho visitava as crianças e escondiam os ovinhos para que elas os procurassem.
No antigo Egito o coelho simbolizava o nascimento, a vida. Em outros pontos da terra era símbolo da fertilidade, pelo grande número de filhotes que nasciam.

Eles também têm a ver com a vida, mas à abundância da vida, inesgotável, de se multiplicar sem se esgotar. Qual a relação disso com os coelhos?
Cristo, para o cristianismo, é essa Vida Nova, inesgotável e abundante.
A liturgia do Sábado Santo e do Domingo da Páscoa está repleta de símbolos.
Vejamos alguns deles:
O fogo

No Sábado Santo a celebração é iniciada com a bênção do fogo, chamado de "fogo novo". Os agricultores, desprovidos de tecnologia e de conhecimento, utilizam o fogo, uma técnica milenar e primitiva, para limpar o terreno que será destinado ao plantio. Nesse caso o fogo limpa aquele espaço do mato das ervas daninhas e de tudo aquilo que prejudica ou é obstáculo para o plantio. Em grandes incêndios florestais o fogo aparece como uma força destruidora e às vezes incontrolável e invencível.

Na liturgia, Cristo é esse fogo que veio limpar o mundo do pecado, da desesperança, do ódio pregando e instaurando o Reino de Deus (Mt 3.11; Mt 13.40; Lc 12.49; Hb 12.29).

A Sua ressurreição mostra que Ele destruiu até a morte, o grande medo humano. O pecado foi vencido pela graça de sermos filhos de Deus, templos de Deus (Gl 4.7; Rm 8.14). O ser "imagem e semelhança de Deus" descrito na criação, conforme o livro do Gênesis (Gn 1.26), foi restaurado por Ele.
A esperança por um mundo novo, justo e solidário foi reacendida.

A Água
Em nossa vida diária, utilizamos esse bem precioso para matar nossa sede, para limpar de nosso corpo a sujeira e suor, para fazermos comida e para limpeza doméstica. A água é também alimento principal das plantas e meio de vida dos animais aquáticos. Ela também pode ser sinônimo de destruição, como acontece nas grandes enchentes.

Para o cristianismo: Cristo é a verdadeira Água (Jo 4,9-15); a Água da vida que livra para sempre o homem do egoísmo e da maldade, desde que ele queira beber dessa Água; a morte e ressurreição de Jesus destruiu para sempre a incerteza do futuro e própria morte trazendo à humanidade o verdadeiro sentido da vida.
O batismo é a resposta do ser humano à proposta de Deus. Por isso após a bênção da água se realiza a renovação das promessas batismais (Rm 6.1-11).
A aspersão do povo com água benta simboliza a nossa disposição em nos limparmos de tudo aquilo que fere e prejudica o outro.

O Cordeiro

O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa. No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo: a libertação da escravidão do Egito. Assim o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.
No Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus sacrificado uma vez por todas em prol da salvação de toda a humanidade. É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo, mas com todos os povos.

Óleos Santos

Na antigüidade os lutadores e guerreiros se untavam com óleos, pois acreditavam que essas substâncias lhes davam forças. Para os cristãos, os óleos simbolizam o Espírito Santo, aquele que nos dá força e energia para vivermos o evangelho de Jesus Cristo.

Pão e vinho
O pão e o vinho, sobretudo na antiguidade, foram a comida e bebida mais comum para muitos povos. Cristo ao instituir a eucaristia se serviu dos alimentos mais comuns para simbolizar sua presença constante entre e nas pessoas de boa vontade. Assim, o pão e o vinho simbolizam essa aliança eterna do Criador com a sua criatura e sua presença no meio de nós.

O porquê da Páscoa não ser no mesmo dia todo ano

A origem é a Páscoa dos judeus, comemorada sempre no domingo da primeira lua cheia da primavera (outono para nós do hemisfério sul). Isso ocorre entre 22 de março e 24 de abril.

Para os cristãos, o centro da fé será sempre Cristo que morreu e ressuscitou para mostrar que o Reino de Deus pregado por Ele está presente e vivo entre nós. A utopia de um mundo irmão, de paz e solidariedade é possível e é esse Reino. A vida, a morte e a ressurreição de Jesus são a concretização dessa utopia (Lc 17.21; Lc 21.28-33).
A partir desses pressupostos todos os símbolos são fáceis de serem entendidos.


A Páscoa judaica


A Páscoa judaica é marcada sobretudo pela refeição (Seder) pascal, que é feita em família. Além do jantar em família, eram celebrados ritos no templo, incluindo o sacrifício do cordeiro, hoje não se celebram mais esses ritos, mas há leituras nas sinagogas.
No jantar da Páscoa há alguns elementos importantes como o cordeiro assado, pães ázimos, ervas amargas, ervas doces e o molho doce com cor de tijolo. Na época do templo o cordeiro pascal era sacrificado no próprio templo, porém com sua destruição isso não foi mais possível, mas ficou a lembrança. Pois, na bandeja da páscoa sobre a mesa do Seder, deve ter um osso grelhado, para lembrar do cordeiro e um ovo, "para lembrar as oferendas festivas que acompanhavam os sacrifícios" (Mansonneuve, Festas Judaicas, p. 31). Talvez venha daí nossa tradição do "ovo da Páscoa", tão condenado por muitos hoje.

O jantar da Páscoa tem um caráter eminentemente didático, ele ensina às gerações mais novas a torah oral, pois o filho mais novo pergunta o sentido de cada elemento e o pai ou oficiante responde com base nos textos da torah, conforme ensinou Hillel e Gamaliel. O rabino Gamaliel dizia: Quem não explicou os três elementos que acompanham a Páscoa não cumpriu com sua obrigação. Essa explicação se dá no Seder como resposta às perguntas do filho menor.

O Cordeiro Pascal (pesah) "é o sacrifício da páscoa de Jahwé, que passou as casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e livrou nossas casas" (Ex 12.27).

O Pão Ázimo (matsah) simboliza a falta de tempo de fermentar a massa do pão na saída do Egito. "E cozeram bolos ázimos da massa que levaram do Egito, porque ela não tinha levedado, porquanto foram lançados do Egito; e não puderam deter-se, nem haviam preparado comida." (Ex 12.39).

As Ervas Amargas (maror) têm seu lugar porque os egípcios tornaram a vida dos israelitas amarga com o sofrimento da escravidão. "Assim lhes amargurava a vida com pesados serviços em barro e em tijolos, e com toda sorte de trabalho no campo, enfim com todo o seu serviço, em que os faziam servir com dureza (Ex 1.14)".
Hillel introduz ainda o molho doce, cor de tijolo, lembrando a produção de seu trabalho, no qual é embebida a erva amarga para comer, pois a amargura da servidão se tornou em doçura, graças à salvação. Esse também será o sentido das ervas doces.

O aspecto didático da Páscoa é prescrito em Ex 12.25-26. Há no Midrasch a apresentação de quatro filhos, que representam quatro posturas diante da cerimônia.

O sensato, que quer aprender o sentido da Páscoa, por compreender ser ordenança de Jahwe;

O insensato, que não se compreende como parte da comunidade pascal, se excluindo de sua própria origem;

O ingênuo, que desconhece o sentido e é esclarecido;

O que não sabe fazer perguntas, a este é explicado por iniciativa do pai.

A Páscoa judaica é assim, rica em sentidos pois representa uma atualização da libertação de Deus da escravidão egípcia, com uma oportunidade de ensino doméstico da torah, mantendo as gerações participantes da ação libertadora de Jahwe na história.
Para todas as origens, culturas e famílias, Feliz Páscoa!

Eventos: Aprendendo sobre seus tipos - Parte 1

TIPOS DE EVENTOS EMPRESARIAIS E SOCIAIS – PARTE I


Olá leitores e leitoras,


É freqüente atender aos pedidos e orientar relações sociais e empresariais quanto aos diferentes tipos de eventos, como são, o que cada estilo contém, adaptações das ocasiões, etiqueta e comportamento, dentre outras dúvidas. Como este item também começou a ser uma preocupação recorrente de meus leitores tanto da coluna quanto do blog, resolvi escrever sobre o tema, tanto para o ambiente corporativo quanto para o social.

Vamos começar pelos estilos de eventos empresariais e suas diferenças.

Não é incomum você receber um convite para participar de um congresso, seminário ou um fórum. O incomum, por incrível que possa parecer - e independente de sua escala executiva na empresa - é encontrar alguém que realmente saiba a diferença entre estas e outras modalidades de eventos. 

É fácil notar que todos esses eventos são encontros entre pessoas com o objetivo de trocar conhecimentos. Mas não é claro saber a diferença entre tantas nomenclaturas. A maioria dos profissionais não sabe diferenciar um do outro, ou até mesmo para que cada um serve. Portanto, não se envergonhe, pois você não está só neste mar de dúvidas!

Como o conteúdo é bastante extenso e envolvente, o mesmo será fragmentado em tantas colunas forem necessárias e serão publicados na sequencia para você. Conheceremos nesta edição dois tópicos distintos:

Conferência

É uma apresentação de um especialista em determinado assunto. A conferência visa um público específico que demonstra familiaridade com o assunto abordado e oferece aos participantes a absorção de informação prática, e oportunidades para aumento da base de contatos e negócios, além da troca de experiências com os demais participantes, uma vez que o público das conferências são familiarizados com o tema abordado.

Uma conferência também pode ser introduzida por um briefing, que é uma exposição oral de um profissional de renome especializado no assunto a ser exposto. Seu objetivo é informativo e pode tanto assumir um caráter introdutório, que oferece aos participantes a informação necessária para acompanhar as discussões a serem desenvolvidas em uma conferência correlata, como pode ser avançado, que oferta uma visão mais profunda sobre o tema oferecido na conferência.

Normalmente o conferencista realiza sozinho a palestra e não necessariamente há debate entre os presentes, ou a introdução por briefing.

Congresso



É um evento bastante abrangente, um conjunto de atividades com enfoque no debate de assuntos que interessem a um determinado segmento e que podem possuir formações diferenciadas (por exemplo: alunos, professores, empresários do segmento, e outros), porém todos são interessados no mesmo tema. Podem ser regionais, nacionais ou internacionais.
Em geral, há uma discussão aberta entre a platéia e o palestrante, com um registro corrente de todo o conteúdo (propostas, apresentações, trabalhos, outros) através de compilação de todo o conteúdo, sintetizado em documento único denominado de anais (físicos e/ou eletrônicos) que são disponibilizados aos congressistas ao término do evento.

Todo congresso elege uma comissão organizadora e uma comissão técnica (ou mais, conforme a necessidade). A primeira é responsável pela elaboração e aprovação do regulamento (normas que definem a realização do evento, tais como data, hora e local, programação, forma de inscrição, programação social e outros, e é direcionado ao participante) e regimento (normas que regulamentam a implantação do evento a partir da comissão organizadora: funções, formas de patrocínio, apresentação dos temas e outros. É a parte regulamentar do evento e é direcionada ao público interno e apresentadores), assim como se encarrega da programação social que ocorre paralelamente ao congresso, tais como jantares, coquetéis, programação cultural e outros. A segunda é formada por grupos de estudiosos de um tema, com a finalidade de analisar trabalhos ou debaterem sobre temas, que serão apresentados ao plenário, de acordo com o regimento.
A duração é de cinco dias e sua realização pode ser anual ou bienal.
É interessante para contatos e para se manter informado sobre o que está acontecendo no setor que ele representa.


Continua na próxima edição.


Sorte, saúde, sol e sucesso, sempre! 



Shirley Santos é Gestora Gastronômica e diretora do Buffet Shirley Santos - Atelier Gastronômico
Consultora de Marketing Empresarial e Gastronômico da
Marketnews Planejamento e Marketing Gastronômico (M/PMG.H),
Escritora e Blogueira
e-mail:shirleysantos88@hotmail.com


Receitas Super Chef: Napoleão Black and White

Olá leitores e leitoras!

Não resisti ao preparo de uma daquelas nossas deliciosas receitas! 

Nestes dias tudo conspira a favor, inclusive a mídia que não para de falar em chocolates pelo motivo da Páscoa. Então nada mais delicioso do que uma receita a base de ... chocolate! Deliciem-se!


Napoleão Black and White




Ingredientes e modo de fazer - Massa:


Ingredientes: 
500g de massa folhada de ótima qualidade (comprada pronta, refrigerada)

Modo de fazer: Deixe a massa fora de refrigeração por 15 min. Desenrole-a e corte-a em tiras de 10 cm e disponha-as em um silpat (silicone de patisseria – veja mais aqui em nosso blog), cobrindo em seguida com outra folha de silpat e, por cima desta uma forma que cubra toda a sua dimensão com um peso dentro (este processo evita que a massa cresça demais) e asse por uns 15 minutos em forno de 180°, ou até que dourem por igual. Depois que a massa esfriar, corte-a em tamanhos de 10 cm X 5 cm. Reserve.

Ingredientes e modo de fazer – Ganache e cobertura:

Ingredientes:
 
250g de chocolate branco
200 ml de creme de leite fresco
150g de chocolate meio amargo (preferencialmente o 70% cacau)
50g de creme de leite fresco

Modo de fazer: 
Leve o chocolate branco ao microondas por 1 minuto. Retire e misture levemente. Caso não esteja completamente derretido, volte por mais 1 minuto. Retire do microondas e acrescente o creme de leite fresco e bata com batedor vigorosamente. Deixe esfriar. Faça o mesmo processo com o chocolate meio amargo e o creme de leite.

Montagem:
Abra uma sequencia de folhas de massa assada. Disponha o ganache. Cubra com outra camada de folhas. Repita a operação. Finalize com a ganache e polvilhe cacau em pó. Decore a gosto. Agora é só saborear!




SOBRE O SILPAT:





Muito usado na confeitaria, o silpat ganhou espaço nas cozinhas dos chefs no preparo de lâminas de frutas e vegetais para finalização de pratos.
Inventado pelo químico francês Guy Demarle, o silpat, que significa “silicone pâtisserie”, é uma lâmina flexível de silicone, reforçada com fibras de vidro, e pode ser levado tanto ao forno (suporta temperaturas de até 250ºC) como ao freezer. Ao contrário das tradicionais assadeiras, dispensa o uso de gordura, para untar a superfície, e/ou do papel-manteiga. É indicado para produtos caramelados e massas, mas atualmente é usado pela maioria dos chefs, não somente em confeitaria. A limpeza do silpat é muito simples, basta usar água e secar com um pano ou toalha de papel. Para prolongar sua vida útil, alguns cuidados são necessários, como não retirar as preparações usando objetos cortantes, porque é desnecessário, já que elas saem com muita facilidade. Também deve ser guardado aberto ou em forma de rolo e nunca dobrado, o que pode causar a quebra das fibras de vidro, deixando-o com menor eficiência.




Sorte, saúde, sol e sucesso, sempre! 


Shirley Santos é Gestora Gastronômica e diretora do Buffet Shirley Santos - Atelier Gastronômico
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Receitas Super Chef: Folares de Páscoa

Queridos leitores e leitoras!


A Páscoa é a festa comemorativa da Ressurreição de Jesus Cristo e, como não podia deixar de ser, está associada a diversas práticas alimentares dependendo da cultura do país que a celebre. Entretanto há itens muito em comum entre a maioria como é o caso de ovos e cordeiros. 
Em Portugal também resiste a tradição das amêndoas que são dadas e recebidas como presentes na quinta-feira Santa, e os deliciosos folares que se comem no sábado de Aleluia ou no Domingo de Páscoa, e que é a nossa receita da semana. 
Apesar de existirem diversas receitas com acentuadas diferenças, todas convergem para o objetivo e ritual de dádiva, solidariedade e convívio entre todos.




Folares de Páscoa






Ingredientes:

35 Gr de fermento biológico (em tablete)
500 ml de leite morno
100 Gr de margarina derretida
100 Gr de açúcar
3 ovos
1 pitada de sal
1 colher (chá) de raspas de casca de laranja
1 colher (chá) de canela em pó
1 colher (chá) de erva doce moída
1/2 cálice de brandy
500 Gr de farinha de trigo peneirada
4 ovos cozidos em água com cascas de cebola
1 gema de ovo para pincelar dissolvida em 1 colher (café) de açúcar
Geléia de Laranja ou Marmelo

Modo de fazer:

Dissolva o fermento em 50 ml de leite morno. Acrescente o restante do leite, a margarina derretida, açúcar, ovos e sal misturando tudo muito bem com batedor. Coloque então as raspas de casca de laranja, canela, a erva doce e o brandy voltando a misturar. 
Vá colocando a farinha aos poucos e comece o trabalho de amassar bem a massa com as mãos ou, caso prefira utilizar a máquina de pão, faça-a conforme suas instruções. Caso seja necessário acrescente mais farinha ou leite até atingir o ponto de massa bem firme e seca. Unte e polvilhe com farinha de trigo a forma que será utilizada para assar a massa. Separa em torno de 10% da quantidade de massa em uma bola menor e faça outra bola maior com o restante da massa. 
Polvilhe-as com farinha de trigo e repouse a bola maior no tabuleiro enfarinhado que irá assar até que dobrem de volume (entre 6h a 8h, dependerá da temperatura ambiente. Não acelere este processo, uma vez que este prazo mínimo é essencial para a qualidade, umidade e sabor da receita), dentro do forno desligado ou outro local, preferencialmente escuro, e a bola menor em outro recipiente igualmente enfarinhado. 
Quando terminar o prazo de fermentação da massa, introduza os ovos cozidos pela metade sobre a massa e cubra os ovos com as tiras de massa umedecidas em água gelada do lado em que ficará em contato com os ovos. Estas tiras serão feitas a partir da massa da bola menor aberta com rolo. 
Pincele com a gema e leve a assar em forno médio por 25 minutos iniciais coberta por folha de papel alumínio. Retire o papel alumínio e deixe assar até dourar, com cuidado para não queimar. Assim que retirar do forno pincele toda a superfície com a geléia diluída em água morna para dar um toque de brilho.

Sorte, saúde, sol e sucesso, sempre e uma FELIZ e ABENÇOADA PÁSCOA para você e familiares!



Shirley Santos é Gestora Gastronômica e diretora do Buffet Shirley Santos - Atelier Gastronômico
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Receitas Super Chef: Chamuças

Olá leitores e leitoras!


Se há uma receita gostosa, saborosa, nutritiva e versátil é esta que trago para vocês esta semana. 
Ela tanto pode ser feita para um lanchinho rápido, como pode ser utilizada em momentos que vão do informal ao formal, e até mesmo como prato principal.
 Sempre apetitosas, agradando a todos os paladares e encantando ao olhar, sempre são estrelas quando constam de nossos cardápios em eventos produzidos pela "Shirley Santos - Atelier Gastronômico (http://shirleysantosateliergastronomico.blogspot.com). Vamos a ela!




Chamuças de Vegetais em Berço Verde




Ingredientes - massa:
1 ½ xícara de farinha de trigo peneirada
1 colher (café) de sal
2 colheres (sopa) de ghee (manteiga clarificada)
5 colheres (sobremesa) de água mineral



Ingredientes - recheio:

3 colheres (sopa) de óleo de semente de girassol
1 cebola grande picadinha
1 xícara de café de gengibre fresco ralado
1 lata de ervilhas em conserva
1 colher (café) rasa, de pimenta cayena moída no momento de uso
1 colher (sobremesa) de sementes de coentro moídas
1 colher (café) rasa de sal
2 batatas médias cozidas ao dente e cortadas em cubinhos
1 colher (sopa) de folhas de coentro fresco (deixe-as inteiras)
1 colher (sobremesa) de sementes de mostarda
1 colher (sobremesa) de sementes de cominho
1 colher (chá) de sumo de limão
Folhas de coentro fresco para decorar



Ingredientes – molho berço verde:

Polpa de 1 abacate fresco, grande e maduro, amassada
1/2 cebola roxa picadinha
1 tomate sem sementes, em cubinhos
2 colheres (sopa) de sumo de limão
1 colher (café) rasa de pimenta
1 colher (café) rasa de sal
1 colher (sopa) de coentro fresco bem picadinho


Modo de fazer – massa:


Disponha a farinha em base de mármore, ou outra superfície limpa, desinfetada e seca. Abra uma cova no centro e acrescente o sal, ghee e água. Trabalhe a massa por 10 minutos até obter uma massa elástica e uniforme. Importante: Caso não atinja este ponto, acrescente mais ghee e não água, para que a mesma não perca sua "crocancia" (permitam-me o neologismo!) ao final do preparo. Transfira-a para uma bacia, cubra-a com um pano úmido e deixe-a descansar por 1 hora, dentro do forno (desligado), armário fechado, ou outro local aquecido. Passado este período, volte a massa para a superfície em que a trabalhou, divida-a em pequenas bolas (tamanho de noz), e abra cada uma com um rolo, bem fininha. Corte-as em quadrados, recheie, umedeça as bordas com água, dobre-as na diagonal e una suas pontas, pressionando com os dedos. Frite em óleo bem aquecido até dourar. Escorra-as em papel absorvente e reserve.


Modo de fazer – recheio:


Doure levemente as cebolas no óleo. Adicione o gengibre, ervilhas, pimenta, sementes de coentro e sal, refogando por uns 2 a 3 minutos. Adicione as batatas, folhas de coentro inteiras, sementes de mostarda, cominho, e o sumo de limão, refogando por mais 5 minutos em chama baixa. Deixe chegar a temperatura ambiente para sua utilização.


Modo de fazer – molho berço verde:

Misture todos os ingredientes muito bem. Divida em duas partes e bata uma delas em liquidificador, misturando ambas em seguida.



Montagem do prato: disponha uma colher de sopa do molho berço verde no prato. Disponha a chamuça sobre ele e, se for de gosto, regue com molho pronto de sua preferência (o da foto é mango chutney e dá um toque todo especial), e termine com uma folha de coentro.


Agora é só se deliciar! 


Uma semana muito produtiva e alegre para você e os seus, e até a próxima edição!




Shirley Santos é Gestora Gastronômica e diretora do Buffet Shirley Santos  - Atelier Gastronômico
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Receitas Super Chef: Gaufrettes

Biscoito Leque Crocante



Apresento a vocês as famosas gaufrettes, ou seja: os nossos conhecidos e deliciosos biscoitos em formato de leque. 
Eles são ótimos para acompanhar sorvetes e mousses e, puros, somente eles ou também com geléias de frutas. 
Há quase 90 anos eles foram lançados e perduram imponentes no cardápio de nossa aniversariante da semana, a Confeitaria Colombo. 
A nossa receita é bem parecida com a original da casa. Saboreie!

Ingredientes:




500g de açúcar refinado
100g de amido de milho
1 colher (chá) de sal
1 colher (sopa) de bicarbonato de sódio
1 kg de farinha de trigo
2 ovos inteiros
2 colheres (sopa) de essência de baunilha
1 litro de águaModo de preparo:

Bata no liquidificador (o copo deve estar bem seco) por 30 segundos o açúcar. Desligue, acrescente o amido, tampe, e bata por mais 30 segundos. Acrescente agora o sal e bicarbonato e bata por mais 30 segundo. Em uma tigela grande peneire a farinha de trigo e acrescente o resultado do preparo do liquidificador. Bata bem levemente os ovos e a baunilha e acrescente metade da água. Vá colocando a mistura de ovos aos poucos na mistura seca e misturando com batedor. Acrescente o restante da água aos poucos até a consistência da massa ficar pouco mais grossa que a de panqueca. Deixe na geladeira por duas horas. Em uma chapa antiaderente aquecida disponha uma camada bem fina de massa e frite os biscoitos. Imediatamente, com a massa ainda quente, dobre a massa em formato de leque e deixe esfriar sobre uma tela metálica para não dar vapor e amolecer os biscoitos.

Belos dias em sua vida e até a próxima semana com mais receitinhas e novidades desenvolvidas carinhosamente para você!






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